Um refúgio para ocupar: notas sobre a Ocupação do Hotel Cambridge

O Número 34 da revista e-metropolis apresenta a resenha Um refúgio para ocupar: notas sobre a Ocupação do Hotel Cambridge, de Suzana Maria Loureiro Silveira e Gabriel Dib Daud de Vuono.

Dentro dos diversos cenários que compõem a cidade ou mesmo que constroem as várias cidades dentro de uma cidade, o filme Era o Hotel Cambridge relata experiências dos (e pelos) ocupantes de um vazio urbano no centro de São Paulo. O longa-metragem dirigido por Eliane Caffé, para além da questão puramente artística, representa um manifesto político sobre a luta por moradia dentro do contexto das ocupações urbanas.

O Hotel Cambridge é ocupado pela Frente de Luta por Moradia desde o ano de 2012. A edificação vertical, que funcionava até o ano de 2002 como um hotel de alto padrão situado na Av. Nove de Julho, possui quinze andares e está ocupada por cerca de 170 famílias (aproximadamente quinhentas pessoas) compostas por brasileiros, imigrantes e refugiados recém-chegados ao Brasil.

Era o Hotel Cambridge tem como ponto de partida um processo de múltipla participação, em que os ocupantes são personagens de si mesmos, contracenando na fronteira entre o real e a ficção. Em meio à pluriculturalidade, Era o Hotel Cambridge apresenta cenários de interação marcados pela diversidade linguística entre os ocupantes. As variações de expressões e sotaques do português brasileiro aos mais diferentes idiomas falados por refugiados e imigrantes coexistem na torre de Babel do Cambridge. A vulnerabilidade vivenciada pelos ocupantes do Cambridge constrói, a partir do sentido de pertencimento, um grau de identidade comum. As fronteiras que separam brasileiros, refugiados e imigrantes são transpostas pelo sentimento de alteridade. Apesar de toda diversidade, há um reconhecimento do (e no) outro.

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