Simmel | A vida mental na metrópole contemporânea

Como será que Georg Simmel, um dos pais da Sociologia, veria nossas atuais cidades? O que ele teria a dizer sobre seus processos de socialização, interação social e sobre as  novas formas de individuação? O INCT Observatório das Metrópoles realiza, nos dias 17 e 18 de novembro, o seminário “Simmel – a vida mental na metrópole contemporânea” com o propósito de refletir, a partir das teorias do pensador alemão, sobre a formação dos indivíduos em meio à cultura urbana. O encontro é uma iniciativa dos editores da revista eletrônica e-metropolis.

Georg Simmel foi um pensador peculiar. Da vida urbana, passando pelo amor, o dinheiro, a moda e a cultura, suas considerações atravessam um vasto campo de assuntos. Em comum entre eles, porém, há a questão a partir da qual se desenvolve a maior parte da sua obra: “Como é possível a sociedade?”.

A esta pergunta tão ampla se pode creditar uma espécie de fio condutor sobre temas os quais o pensador se debruçou, ajudando a chegar a uma resposta para a questão que aqui se coloca: “Como é possível Simmel?”, ou seja, como foi possível a este pensador unir interesses aparentemente tão divergentes em torno de uma mesma questão: a investigação sobre as nuances da vida social nas cidades.

Para a professora Luciana Andrade (PUC Minas), uma das organizadoras do seminário, a obra “A metrópole e a vida mental, publicada pelo sociólogo alemão em 1903, parece dizer mais sobre as metrópoles atuais do que sobre a Berlim do início do século XX. “É essa atualidade que tanto surpreende e isso é tão mais importante quando consideramos a profundidade das transformações ocorridas na vida urbana no último século. Afinal, apesar das mudanças, a obra de Simmel não perdeu a capacidade e o vigor de interrogar sobre o presente. Voltar a Simmel é também importante uma vez que nos ajuda a distinguir o que é novo daquilo que apenas se faz de novo. Afinal, os laços fracos, os individualismos (sempre no plural), a ambígua liberdade pela reserva, o distanciamento que não é indiferença, mas muitas vezes antipatia ou mesmo ódio pelo outro, já estavam todos lá”, afirma a professora.

O seminário contará com pesquisadores de diferentes campos do conhecimento que terão como desafio pensar a metrópole contemporânea – com a sua complexidade cultural, social e política – em diálogo com a obra de Simmel.

Mais informações: http://www.observatoriodasmetropoles.net/simmel/

Seminário: Simmel – a vida mental na metrópole contemporânea
Local: 
Auditório IPPUR/UFRJ – Av. Pedro Calmon – Prédio da Reitoria – 5º andar
Data: 
17 e 18 de novembro de 2011
Horário: 
9h às 17h

Programação – 17.11.11 (quinta-feira)
09:00 às 10:00 – Mesa de abertura – Coordenação do IPPUR e Organizadores
Por que Simmel? Indagações desde um programa de pesquisa – Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro
10:00 às 10:45 – A cidade perversa e o esgotamento do prazer – Olgária Matos
10:45 às 11:30 – As novas condições do mal – estar na cidade contemporânea. – Joel Birman
11:30 às 12:30 – Debate
14:00 às 14:45 – La vie de l’esprit face à l’accélération et l’illimitation dans les grandes villes contemporaines – Claudine Haroche
14:45 às 15:30 – Civilidade e cidadania. Uma releitura de A metrópole e a vida mental de Georg Simmel – Stella Bresciani
15:30 às 17:00 – Debate

18.11.11 (sexta-feira)
09:00 às 10:00 – Metrópole e ruína: Georg Simmel e a estética urbana – Carlos Fortuna
10:00 às 10:45 – A insuportável indiferença. Indo ao cinema em companhia de Georg Simmel – Eliana Kuster
10:45 às 11:30 – Na selva das cidades: um ‘blasé’ e três ‘voyeurs’. Simmel, Hopper, Hitchcock e Vettriano – Robert Pechman
11:30 às 12:30 – Debate
14:00 às 14:45 – Esboço sobre uma teoria da catástrofe – Luiz Nazário
14:45 às 15:30 – Do ritmo ao sentido: uma aproximação da vida urbana. Belo Horizonte 1890/1970 – Myriam Bahia Lopes
15:30 às 17:00 – Debate

 

Última modificação em 03-11-2011 

 

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