Revista e-metropolis n° 36: Metrópole e economia urbana na Amazônia

Já está disponível o número 36 da revista eletrônica de estudos urbanos e regionais e-metropolis! O artigo de capa é Metrópole e economia urbana na Amazônia: olhando Belém na perspectiva da teoria dos circuitos, de Gabriel Carvalho da Silva Leite e Saint-Clair Cordeiro da Trindade Júnior.

No trabalho, os autores buscam compreender a dinâmica da economia urbana da metrópole de Belém a partir da teoria dos circuitos de Milton Santos. O texto mostra o desacordo entre as estratégias atuais de planejamento e gestão adotadas em Belém e a realidade socioespacial manifesta na relativa ubiquidade de agentes e atividades do circuito inferior da economia por toda a extensão metropolitana.

Confira o resumo do artigo:

Com base na teoria dos circuitos da economia urbana de Milton Santos, o artigo visualiza na realidade metropolitana de Belém os três circuitos propostos pelo autor. Nesse sentido, recorreu-se a uma exaustiva pesquisa bibliográfica que considerou a seleção qualitativa de teses e dissertações, fruto de estudos sobre o tema e a realidade empírica em foco, inventariadas no âmbito da produção acadêmica brasileira. Tal esforço permitiu reconhecer, por meio de dados secundários sistematizados por aquelas pesquisas, elementos e particularidades dos três circuitos presentes na estrutura urbana belenense. Finalmente, ressaltam-se as respectivas importâncias e espacialidades dos três circuitos como produto, condição e meio para a dinâmica urbana e a configuração metropolitana atual.

O novo número da e-metropolis também traz o artigo Na encruzilhada do exu policial: religião, milícia e regimes de proteção na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, de Ana Paula de Souza Campos, que explora o tema da segurança sob uma perspectiva simbólica, a partir de uma pesquisa etnográfica em terrenos de umbanda na zona oeste do Rio de Janeiro. Já o artigo Do objeto ao sujeito: Reflexões a partir de uma breve genealogia de anúncios publicitários de condomínios fechados no Brasil, de Stephanie Mesquita Assaf, examina os condomínios fechados brasileiros para analisar as relações entre sujeitos e objetos em sociedades margeadas pelo consumo.

Em Lugares abandonados: decadência urbana e desolação na cidade, o autor Rafael Ferreira de Souza apresenta uma reflexão crítica sobre os lugares abandonados nas cidades. Fechando os artigos dessa edição, Helena Rodrigues Lopes e Maria Luiza Barbosa realizam uma etnografia pelos bairros da Glória e Centro da cidade do Rio de Janeiro para pensar o mercado enraizado na sociedade através do conceito embeddedness trazido pela nova sociologia econômica em Reconhecendo mercados: um estudo embeddedness sobre o “shopping-chão”.

A nova edição também apresenta uma entrevista com o prof. chileno Ernesto López-Morales, realizada por Mariana Werneck e Bruna Ribeiro, onde são abordadas as experiências na América Latina de processos de recuperação urbana de distritos centrais e waterfronts portuários. Já o livro “Construir e habitar: ética para uma cidade aberta”, do prestigiado cientista social estadunidense Richard Sennett, é objeto da resenha A trilha de caminhos tortos e modestos para uma cidade “aberta” de Pedro Paulo Bastos.

Por fim, fecham a edição o texto O Insulto: identidade, cultura da mídia e política, onde a pesquisadora Priscilla Oliveira Xavier apresenta sua análise do filme “O Insulto” (Ziad Doueiri), e o ensaio fotográfico Modo precário e segregado de moradia: um olhar sobre o cortiço em São Luís – MA, de Amarayna Sousa, Danúbia Rodrigues, Flávia Diniz e Francisca Oliveira, que apresenta os contrastes dessa parte da cidade entre o novo e o velho, entre o rico e pobre.

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