#resenha ⎮ Sexualidade, identidade e sociabilidade em um lugar GLS

#resenha ⎮ Sexualidade, identidade e sociabilidade em um lugar GLS

Na seção Resenhas da Revista e-metropolis, o pesquisador Fernando Pinho escreve sobre o livro “Da avenida Cerqueira Lima ao Beco dos Artistas: um espaço de sociabilidade GLS,” de Andressa Ribeiro. O trabalho de Ribeiro é resultado de uma dissertação de mestrado, defendida em 2011 e apontada como uma das cinco melhores dissertações e teses do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia. Trata-se, em linhas gerais, de uma “ etnografia socioespacial” sobre o Beco dos Artistas, em Salvador (BA), como um espaço de sociabilidade GLS.

A resenha “Sexualidade, identidade e sociabilidade em um lugar GLS” é um dos destaques da edição comemorativa nº 30 da Revista e-metropolis.

SEXUALIDADE, IDENTIDADE E SOCIABILIDADE EM UM LUGAR GLS

POR FERNANDO PINHO

O livro Da avenida Cerqueira Lima ao Beco dos Artistas: um espaço de sociabilidade GLS é resultado da dissertação de mestrado de Andressa Ribeiro, defendida em 2011 e apontada como uma das cinco melhores dissertações e teses do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia. Trata-se, em linhas gerais, de uma “ etnografia socioespacial” sobre o Beco dos Artistas, em Salvador (BA), como um espaço de sociabilidade GLS.

Há de se destacar, logo de início, que a antropóloga designa o Beco dos Artistas como um lugar GLS por entendê-lo como um espaço de consumo homossexual (majoritariamente) e por ser essa também a referência que os próprios entrevistados fizeram a ele. A sigla GLS, que representa Gays, Lésbicas e Simpatizantes, é uma criação atribuída a André Fischer, um dos principais idealizadores do Mercado Mundo Mix e do Festival Mix Brasil, e é costumeiramente ligada a uma ideia de inclusão da diversidade sexual via consumo.

O estudo antropológico realizado sobre o Beco dos Artistas tem como dispositivo analítico um composto formado pela etnografia, observação participante, entrevistas, relatos informais e o diálogo com a bibliografia pertinente, fazendo-se vincular às vertentes contemporâneas de estudos sobre sexualidade e gênero. Nesse sentido, esta pesquisa se integra a uma corrente de estudos e pesquisas que ultrapassa a atenção única para a sexualidade enquanto categoria analítica, preocupando-se com as relações entre sexualidade, classe e raça, como marcadores de diferença, ou em resumo, com as interseccionalidades.

Formulando sua questão de trabalho, frente àquilo que suas incursões no Beco dos Artistas impuseram, Andressa Ribeiro se pergunta: “O que um espaço como o Beco, na medida em que legitima em seu interior práticas não heterossexuais, significa para seus frequentadores e, também, o que ele significa quando pensamos em termos de sociedade mais ampla?” Para delinear melhor essa questão e suas respostas, bem como apresentar os resultados aos seus leitores, a escrita do livro se estruturou em três capítulos, além da introdução, conclusão e anexos.

Leia a resenha completa no site da Revista e-metropolis.

 

Publicado em Resenhas | Última modificação em 26-10-2017 14:58:33

 

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