Índice de Bem-estar Urbano (IBEU) é apresentado no Istituto Europeo di Design

Avaliar a dimensão urbana do bem-estar usufruído pelos cidadãos brasileiros via o consumo mercantil e pelos serviços sociais prestados pelo Estado. Este é objetivo da análise do Índice de Bem-Estar Urbano (IBEU), tema da palestra “Uma proposta inovadora para a compreensão das desigualdades“, proferida pelo coordenador regional do Observatório das Metrópoles no Rio de Janeiro, economista Marcelo Gomes Ribeiro, no Istituto Europeo di Design (IED Rio).

O IBEU está diretamente relacionado com as condições coletivas de vida promovidas pelo ambiente construído da cidade, nas escalas da habitação e pelos equipamentos e serviços urbanos. “O IBEU foi calculado para os 15 grandes aglomerados urbanos que identificamos em outros estudos como as metrópoles brasileiras, por exercerem funções de direção, comando e coordenação dos fluxos econômicos”, explicou Ribeiro durante a apresentação, ressaltando que, posteriormente, também foi calculado o IBEU para todos os municípios brasileiros existentes em 2010. Através do índice é possível analisar indicadores de mobilidade urbana; condições ambientais; condições habitacionais; atendimento de serviços coletivos e infraestrutura. Todos os relatórios produzidos estão disponíveis no site da pesquisa.

A palestra fez parte de uma parceria que o Observatório estabeleceu com o IED Rio no ano passado, prevendo a realização de dois encontros. O primeiro ocorreu em março e apresentou um estudo realizado para mapear e monetizar o complexo econômico da bicicleta. “A Economia da Bicicleta no Brasil” foi o tema da pesquisa, coordenada pelo Laboratório de Mobilidade Sustentável da UFRJ e a Aliança Bike (entidade do setor de bicicletas) e apresentada pelo professor do IPPUR/UFRJ e pesquisador do Observatório, Juciano Rodrigues.

IBEU só foi possível graças aos dados do Censo 2010

Nove anos atrás, percebeu-se que o aumento do consumo levou a um cenário de crescimento econômico no país, refletindo em importantes mudanças nas condições de vida das pessoas. A partir desta constatação, o Observatório das Metrópoles propôs verificar se essa melhora também ocorria nas condições coletivas de vida nas cidades, ou seja, em bens que as pessoas não podem consumir individualmente. Na prática, a análise do IBEU só foi possível graças aos dados do Censo 2010. Com a repercussão da pesquisa e o interesse dos gestores públicos em saber mais sobre o tema para pensarem em políticas públicas, pesquisadores do Observatório ressaltam a importância da geração de dados públicos confiáveis e abrangentes. Por meio de um manifesto publicado no mês de maio, a rede de pesquisa se posiciona contrária aos possíveis cortes no questionário do Censo 2020, leia mais AQUI.

 

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