A Economia da Bicicleta no Brasil

Ocorrerá no dia 28 de março, às 19:30, a palestra “A economia da bicicleta no Brasil” no Istituto Europeo di Design (IED Rio). O evento, fruto de uma parceria entre o IED Rio e o Observatório das Metrópoles, ocorrerá no âmbito do projeto IED Parla – iniciativa que mobiliza especialistas para falar sobre temas relacionados aos cursos do instituto.

A palestra sobre economia da bicicleta será ministrada por Juciano Rodrigues, professor do IPPUR/UFRJ, pesquisador do Observatório das Metrópoles e coordenador Científico do Laboratório de Mobilidade Sustentável (LABMOB/PROURB/UFRJ).

O evento é gratuito, porém é necessário fazer inscrição prévia (clique aqui).

O estudo Economia da Bicicleta no Brasil é o resultado de um esforço de pesquisa coordenado pelo Laboratório de Mobilidade Sustentável da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LABMOB/UFRJ) e a Aliança Bike, entidade do setor de bicicletas.  Seu principal objetivo é mapear e monetizar o complexo econômico da bicicleta, a partir do desenvolvimento de um arcabouço metodológico próprio, em que buscou-se definir um conjunto de indicadores que fosse representativo da “Economia da Bicicleta” no Brasil.

O pioneirismo e a inovação contida na proposta resultou em inúmeros desafios para o desenvolvimento do trabalho. Em primeiro lugar, foi necessária a identificação das atividades econômicas que, agregadas, formam o Complexo Econômico da Bicicleta no Brasil. Nesse ponto foi fundamental o diálogo com as instituições parceiras (ONG, Outras instituições de pesquisa, atores do mercado, agentes públicos, etc.), que são fontes inesgotáveis de conhecimento sobre o uso da bicicleta, sua história e, mais do que isso, seu lugar na sociedade brasileira. Identificadas, desafio igual foi buscar classificações econômicas que respondessem a essas atividades – ou seja, em que medida as atividades econômicas relacionadas à bicicleta e reconhecidas/percebidas por indivíduos, grupos sociais ou pela sociedade são contempladas pelas classificações estatísticas oficiais.

Muitas delas não encontraram respaldo nas classificações econômicas tradicionais, por isso foi necessário buscar classificações alternativas para os casos em que as primeiras não davam conta de responder aos nossos questionamentos. E nesse ponto, mais uma vez os parceiros e colaboradores foram fundamentais para que avançássemos no estudo.

Por fim, a análise foi desenvolvida a partir da concepção de cinco dimensões analíticas através das quais a Economia da Bicicleta foi observada: (Cadeia Produtiva, Políticas Públicas, Transporte, Atividades Afins e Benefícios) e distribuídos em 22 temáticas associadas a cada um desses grupos.

A dimensão Cadeia Produtiva revelou, por seu turno, que o Brasil produziu, em 2015, segundo dados do IBGE, mais de 5 milhões de bicicletas.

Ainda a título de exemplo, os resultados da dimensão Transporte avaliou a participação da bicicleta a partir do modo como é utilizada na esfera doméstica (Uso Pessoal) e na esfera comercial (Ciclologística). A realização de estudo de caso com cinco famílias usuárias da bicicleta na região metropolitana do Rio de Janeiro apontou que esse modo de transporte gera uma economia no orçamento domiciliar de aproximadamente R$ 64 mil reais por ano, se o total de viagens efetuadas em bicicleta declarado pelas famílias fosse realizado por automóvel particular nas cinco realidades analisados. Já a Ciclo logística mostrou que o uso da bicicleta apresenta números na faixa dos R$ 3 milhões de faturamento para empresa especializada em bike courier e participação de 16,3% nas entregas realizadas na área comercial do Bom Retiro, em São Paulo.

Todos os resultados do estudo estão disponíveis no site: www.economiadabicicleta.org.br

 

 

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