Das Cidades Criativas à Criatividade Urbana

Na próxima segunda-feira (10.05.10) o Observatório das Metrópoles promove a palestra Das Cidades Criativas à Criatividade Urbana: Criatividade e Governança na Cidade Contemporânea, ministrada por João Seixas, professor do Instituto de Ciências Sociais (ICS) Universidade de Lisboa. A palestra será às 10 horas, no auditório do IPPUR/UFRJ.
Criatividade, governança urbana e cidades criativas serão os temas abordados por João Seixas. A investigação a respeito das formas e fluxos de governança (sociopolítica e cultural) associados a dinâmicas criativas (e cumulativas) nas cidades e em territórios pró-urbanos fazem parte do projeto “Creatcity”. Através de um trabalho de reflexão teórica (e crítica) de conceitos de base (tais como os de criatividade, vitalidade e governança na cidade) e da projeção empírica de tais perspectivas por meio de um conjunto de entrevistas realizadas com atores-chave no pensamento e na ação em torno da cidade contemporânea (decisores políticos, estruturas oficiais, atores da sociedade civil), foram estudados três territórios metropolitanos: Lisboa, São Paulo e Barcelona.

A conjugação da análise conceitual com a empírica procura não só identificar as diferentes perspectivas em torno dos conceitos de criatividade urbana e de cidade criativa, e das dinâmicas de conectividade entre criatividade, vitalidade e competitividade em meio urbano; mas também as condições estruturantes e metabólicas para o desenvolvimento sustentado de criatividade na cidade de hoje, quer no que concerne às suas possíveis configurações espaciais/geográficas, assim como ao que se refere aos ambientes culturais e das atividades econômicas que lhes podem estão associadas. Paralelamente, equacionam-se formas de promoção e de apoio público e privado da criatividade urbana, discutindo-se estratégias políticas e processos de governança para a sua potenciação.

Diferentes perspectivas face à própria cidade e à sua emancipação conduzem a diferentes racionais de ação sociopolítica em seu torno, e nomeadamente face aos seus fluxos de governança. Não obstante uma inerente (e salutar) diversidade de perspectivas, a importância de elementos urbano-espaciais tais como a diversidade e proximidade de diferentes tipos de atores, suas práticas transacionais, de mobilidade e de dinâmica quotidiana; a par de elementos-chave na esfera governativa local/metropolitana tais como a abertura e pró-atividade (e correspondente capacidade de mutação organizacional), bem como a disseminação de informação e de veículos de debate e de co-responsabilização, são elementos vitais para o reforço da governança da criatividade na cidade contemporânea. Governança assim reforçada, e que permitirá per si a multiplicação de agentes, de processos e de projetos criativos pelos mais diversos espaços e tempos urbanos.

 

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